sexta-feira, 2 de outubro de 2009



Na investigação profunda da raiva, do rancor ou da ira,devemos considerar os poderosos e irracionais impulsos de agressividade, espontaneos e inatos da mente humana. São emoções ou formações psíquicas que o espírito partilha com o mundo animal, do qual faz parte e de onde evoluiu.

Em nossos parentes distantes, os animais irracionais, existe o impulso de ataque e defesa. Manifesta-se também em nós esse mesmo impulso, denominado de " instinto de destruição". É ele uma das primeiras manifestações da lei de preservação, da sobrevivência dos animais em geral, e imprescindivel para defendê-los dos perigos da vida.

Nos dias atuais, o termo "raiva" talvez tenha sido interpretado como sendo crueldade, violência, vingança, quando na realidade significa "estado de alerta', visto que essa energia emocional nos aguça todos os demais sentidos, para uma eventual necessidade de proteção e apoio a qualquer fato ou situação que nos coloque em ameaça.

Esse impulso natural possibilita à nossa mente uma maior oportunidade de elaboração, percepção e raciocínio, deixando-nos alerta para enfrentar e sustentar as mais diversas dificuldades. Ativa nossos desejos de realização, impulsiona ações determinantes para rompermos a timidez e constrangimentos, encoraja-nos a nos colocar no meio social e estimula-nos e defesa/fuga diante de situações de risco.

A palavra "emoção" significa movimento pra fora e pode ser conceituada como sendo movimento que sobe ou emerge em face de um possivel estado de prazer ou dor. Emoções de construçao, assim denominadas a simpatia e o afeto, aparecem com a antecipação do prazer; já as emoções de destruição, também conhecidas como raiva ou irritação, surgem com a antecipação da dor.

A raiva e o prazer são impulsos de onde derivam os demais, sendo fontes primitivas às quais todo o processo da vida está ligado e o seu controle e direcionamento darão um melhor ou pior curso de nossa vida.
Todas as vezes que somos incomodados ou defrontados com agressores, o impulso de raiva vai surgir. Ele è automático, é nosso "estado de alerta", que nos vigia e nos defende de tudo aquilo que pode nos comprometer ou detruir.
Então como a raiva é o nosso instrumento de defesa devemos apenas controlá-la.
By Flávio Rohel
2009

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